Impacto da mídia no consumismo infantil é tema de debate

Os impactos da sociedade de consumo nos recursos naturais do planeta vêm sendo amplamente discutidos por conta das mudanças climáticas. Mas as conseqüências de um consumo desenfreado vão muito além – e as crianças são particularmente afetadas. Com o objetivo de refletir sobre o panorama atual da comunicação mercadológica direcionada a crianças e adolescentes, o Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, promove o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo, de 23 a 25 de setembro, em São Paulo.

“É fundamental estabelecer limites para que não se confunda consumo com consumismo, principalmente quando crianças estão envolvidas na questão. Elas não podem ser criadas acreditando que valem mais pelo o que têm e não pelo o que são”, diz Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto, que aposta no Fórum como uma oportunidade de ampliar o debate sobre as consequências do consumismo infantil para que essa questão não fique restrita à esfera familiar. Esse é, de fato, um problema social, econômico e ambiental.

A programação da segunda edição do evento, realizado a cada dois anos pelo Instituto Alana, abrange a discussão para diversas áreas do conhecimento. As mesas de debate Educação, Consumo e Infância e Sociedade de Consumo serão mediadas, respectivamente, pela professora doutora da UERJ e da PUC-RJ Solange Jobim e pelo economista e professor doutor da PUC-SP Ladislau Dowber. O filósofo Mário Sérgio Cortella, a professora de Harvard Susan Linn, o psicólogo e professor doutor da USP Yves de La Taille e a coordenadora da MULTIRIO Regina de Assis participam da primeira rodada no dia 24.

A segunda mesa, no dia 25, reunirá a coordenadora científica da Clearnghouse, um dos maiores centros de estudos sobre infância e mídia do mundo, Cecília von Feilitzen, o presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) Gilberto Dupas, o doutor em Direito do Consumidor Marcelo Sodré e o professor doutor da USP e da ESPM Clóvis de Barros Filho.

Na noite de abertura do 2º Fórum, no dia 23, a presidente do Instituto Alana, Ana Lúcia Villela, e a coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo, Isabella Henriques, farão uma breve apresentação sobre o trabalho da entidade, seguida de coquetel. No encerramento, os participantes assistirão à animação Como seria uma vida sem publicidade?, criada durante um workshop de 15 crianças do Educando na Periferia, outro projeto do Instituto Alana, com o Núcleo de Animação da MULTIRIO - Empresa Municipal de Multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro. O workshop será realizado de 8 a 13 de setembro, uma semana antes do Fórum.

As inscrições para o Fórum são gratuitas, mas as vagas limitadas. A organização espera receber cerca de 800 participantes no evento.

Serviço:
2º Fórum Internacional Criança e Consumo
Data: de 23 a 25 de setembro de 2008
Horário: 18h30
Local: Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149, São Paulo, SP
Para participar: inscrições pelo site www.forumcec.org.br

Projeto Criança e Consumo
Desde 2005, o Projeto Criança e Consumo desenvolve atividades que despertam a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes. Debater e apontar meios que minimizam os impactos negativos causados pelos investimentos maciços na mercantilização da infância e da juventude, tais como o consumismo, a erotização precoce, a incidência alarmante de obesidade infantil, a violência na juventude, o materialismo excessivo, o desgaste das relações sociais, dentre outros, faz parte do conjunto de ações pioneiras do Projeto que busca, como uma de suas metas, a proibição legal e expressa de toda e qualquer comunicação mercadológica dirigida à criança no Brasil. Para isso, trabalha em três áreas de forma interdisciplinar: Jurídico-Institucional; Educação e Pesquisa; e Comunicação e Eventos.

Instituto Alana
O Instituto Alana é uma organização sem fins lucrativos criada em 1994 que tem como missão fomentar e promover a assistência social, a educação, a cultura, a proteção e o amparo da população em geral, visando a valorização do homem e a melhoria da sua qualidade de vida, conscientizando-o para que atue em favor de seu desenvolvimento, do desenvolvimento de sua família e da comunidade em geral, sem distinção de raça, cor, posicionamento político partidário ou credo religioso. É também incumbência do Instituto desenvolver atividades em prol da defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes relacionadas a relações de consumo em geral, bem como ao excessivo consumismo ao qual são expostos.


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